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Uma Mulher Jovem No Deserto

Uma Mulher Jovem No Deserto

Por Youssef F.

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Um grupo de estudantes foi juntamente com um certo número de professores em uma excursão. Foi uma viagem que havia muito para visitar e os estudantes tinham que relatar tudo o que viram durante esta viagem. Á primeira os alunos eram guiados sob a orientação de um professor em grupos, mas depois foram autorizados para seguir o seu próprio caminho.

Entre os estudantes, encontrava-se uma mulher jovem que ao indo captando locais interessantes foi indo pouco a pouco separando-se do grupo. Após algumas horas os professores decidiram acabar a excursão e voltar para casa de autocarro, a rapariga não deu conta que os jovens estavam para partir. Quando a rapariga depois de algum tempo, retornou para a recolha, não encontrou ninguém. Em vão ela entrou em pânico e chorava ao seu redor, mas não havia mais ninguém que pudesse ouvi-la. Decidiu, então, caminhar na esperança de que ela encontrasse alguma aldeia. Depois de ter caminhado por um longo tempo e largado lágimas do tamnho de um oceano encontrou uma cabana abandonada. Ela então foi bater á porta na esperança que vivesse lá alguém.

Um rapaz jovem de mais ou menos vinte anos, abriu a porta e surpreendido perguntou: “Quem és tu?” Ela respondeu: “Eu sou uma estudante que veio numa vista com a escola, mas os meus colegas foram-se embora e deixaram-me para trás e eu não sei o caminho de volta.” Ele disse, Está numa área deserta. O caminho que tu deves perseguir é para o sentido contrário.” Ele deixou então a rapariga entrar para passar a noite no seu “camarote”, e disse que a iria ajudar de manhã para ela então voltar para casa.

O rapaz deu a cama dele á rapariga, e ele foi-se deitar no chão no outro lado do quarto, ele usou um pano branco para fazer de muro para servir de separação entre os jovens.

Os jovens foram, em seguida, deitar-se na cama para dormir, a rapariga cobriu-se completamente cheia de medo, exceto os seus olhos para acompanhar o que o rapaz fazia. O rapaz no outrol lado do quarto, estava lendo um livro e de repente ele parou e fechou e livro. O seu olhar foi parar á vela que estava acesa, e depois de um tempo ele colocou o seu dedo por cerca de cinco minutos sobre a chama da vela.

Não poderia ser que não se tenha queimado no seu dedo, da forma que ele o fazia.

Enquanto o rapaz realizava este “ritual”com os seus dedos, a rapariga olhava cheia lágrimas e ansiedade. Ela pensou para si mesmo: “Isto deve ser um ritual dos Jinns.”

Naquela noite ninguém conseguiu dormir naquela casa. No dia seguinte o jovem de manhã trouxe a rapariga até á sua casa. Quanda ela chegou, estava num estado de choque, e contou a história do rapaz ao seu pai. Devido ao medo que ela tinha passado naquela noite, a rapariga ficou doente e não saia do seu quarto. O pai da rapariga decidiu então ir á procura do rapaz.

Assim que ele encontrou o rapaz, ele perguntou-lhe o caminho, sem dizer qem ele era.

Quando o pai da rapariga estava falando com ele, ele reparou que ambas as mãos do rapaz estavam embrulhadas. O pai então perguntou sobre a razão para tal. O rapaz respondeu-lhe: “Duas noites atrás, uma bela rapariga veio bater á minha porta, e tinha que necessariamente de passar a noite na minha casa.” O shaytaan tentou seduzir-me a cometer um pecado. Eu com medo de fazer algo que mais tarde me íria arrepender decidi queimar os meus dedos, um após o outro, para então assim, queimar os desejos sexuais. Eu quiz fazer tudo o que pude-se para não tocar na rapariga, pois isso iria me doer mais do que queimar os meus dedos.”

O pai fiou muito impressionado com o rapaz e convidou-o para ele vir á sua casa.

Ele decidiu deixar o rapaz casar com a sua filha, sem o rapaz perceber que era a mesma bela jovem rapariga que passou a noite na cabana com ele. Desta maneira, Allah recompensou o rapaz, pelo facto de que ele não se entregou a shaytaan a ter cometido algo de errado com a rapariga, recompensou então o rapaz com um casamento na sua vida com a mesma bela mulher.

~ por Youssef F. em Março 25, 2008.

Uma Resposta to “Uma Mulher Jovem No Deserto”

  1. Já havia lido uma história parecida em ‘As mais belas páginas da literatura Árabe’ e admiro muito essa contenção do povo árabe.

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